Branding político: o que é e como construir

Em época de campanha política, candidatos promovem todos os tipos possíveis de ações de marketing, das mais qualificadas às mais desastrosas. Mas, para conseguir bons resultados na promoção da imagem de  um candidato, aplicar conceitos de Branding na campanha política pode significar um grande passo para a vitória nas urnas. Pensando nisso, a Gráfica Cores preparou dicas preciosas de Branding para ajudar você a ampliar as chances de vitória da sua campanha.

Neste post você vai aprender:

– O que é Branding e como ele pode ajudar na sua campanha política
– O que é brand equity e por que é absolutamente essencial para conquistar mais eleitores
– Como construir uma marca forte da sua campanha política

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O que é Branding, afinal de contas?

Uma marca significa a soma de todos os atributos que ela representa para seu público. É a promessa da empresa de oferecer atributos, benefícios e serviços aos consumidores, e não somente uma identidade gráfica, como muitos ainda pensam. O Branding significa a gestão da marca, ou seja, um conjunto de ações estratégicas que têm como objetivo criar uma boa percepção de valor do público em relação a uma empresa.

Branding na política

Ações de Branding podem muito bem ser aplicadas não somente em empresas, mas em pessoas (Branding pessoal), eventos, clubes de futebol, organizações não governamentais, e, claro, na Política. E, falando especificamente sobre o Branding aplicado à política, o candidato deve trabalhar a construção da sua marca na mente do eleitorado da mesma forma que uma empresa comunica ao seu público-alvo.
Continue lendo nosso texto e saiba como isso pode ser mais simples e fácil do que você imagina!

O que é brand equity  e por que você precisa investir nele

Dona Maria percebeu que o sabão em pó estava quase no fim e decidiu ir até o supermercado mais próximo. Na gôndola, viu promoções de sabão em pó de duas marcas diferentes. A primeira era bem conhecida pelo mercado, tendo investido arduamente na criação de uma marca forte, e consequentemente havia construído um público fiel, figurando no top of mind do seu mercado de atuação.

Já a segunda era uma marca quase desconhecida, resultado de pouco cuidado com a fixação de uma boa imagem na mente do seu público-alvo. Ainda que a primeira marca tivesse o produto mais caro, Dona Maria demorou menos de três segundos para decidir por levar esse produto para casa. Sabe por quê? Porque a primeira marca tinha um brand equity, ou seja, um valor de marca, muito superior à segunda.

Leia também: Fique por dentro da lei sobre propaganda política nas eleições

O nível de brand equity de uma marca é o prestígio que ela tem no seu mercado de atuação. Aplicado a seus produtos e/ou serviços, ele determina a preferência do cliente na hora de decidir entre duas ou mais marcas.

Aplicado à política, é o nível de brand equity de um candidato que o diferenciará de dezenas, centenas ou, às vezes, milhares de concorrentes. Em outras palavras: se o eleitorado não perceber que sua mensagem se destaca das outras de forma satisfatória, certamente não lhe dará seu voto.

Comunicação e conexão autêntica com o público

Apesar de a comunicação ser absolutamente indispensável, o candidato que fizer materiais lindíssimos, mas não souber criar uma marca forte, ou seja, um grupo de atributos a serem entregues ao seu eleitorado, certamente será só mais um na multidão.

Sabe quando você compra um péssimo produto enganado por uma propaganda maravilhosa? É assim que o eleitor se sente quando “compra um candidato pela embalagem”, e depois percebe que tudo não passava de uma boa propaganda.

É preciso, portanto, definir quais bandeiras serão levantadas (promessas de campanha, personalidade do candidato, princípios morais/valores a serem defendidos) e ser fiel à essa mensagem. Isso leva tempo para construir, e é preciso ser monitorado de forma constante.

Mesmo que um candidato não seja eleito na primeira tentativa, mantendo um trabalho permanente de Branding, seu brand equity será cada vez maior, e sua imagem estará cada vez mais fortalecida e fixada na mente do seu público, tornando maiores as chances de eleição nas disputas seguintes.

Personalidade da marca e experiência do consumidor

Phillip Kotler, considerado um dos maiores experts em Marketing de todos os tempos, costuma comparar uma marca a uma pessoa. Em outras palavras, marcas com personalidade são capazes de atrair clientes que percebam nela um diferencial em suas características.

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A personalidade da marca também pode ser facilmente aplicada à Política. Na verdade, é um conceito muito mais fácil de se aplicar a um candidato do que a uma marca, já que a marca é intangível, e o candidato é, obviamente, uma pessoa.

Pense que não é necessário agradar a 100% dos eleitores, até porque isso seria absolutamente impossível. É preciso agradar a uma parcela do eleitorado. Em outras palavras, um segmento (o que em marketing chama-se de segmento de mercado).

O candidato deve conseguir se comunicar com o segmento escolhido. Isso explica porque o ex-presidente Lula conseguiu alçar voos tão altos na política. A imagem de Lula sempre foi de uma pessoa simples e “do povo” (um operário filho de pais analfabetos, que tem como missão política a luta pelos pobres e trabalhadores da classe operária). Perceba que ele jamais ostentou um estilo de vida que o separasse muito do público ao qual se dirigia (seu segmento-alvo, mas permaneceu fiel à imagem que projetou, alcançando lealdade e até mesmo um status próximo ao de uma lovemark (marcas extremamente queridas por um determinado público), e fazendo com que pessoas chegassem a defendê-lo ferrenhamente, mesmo em situações constrangedores, como com as denúncias de corrupção.

Quando falamos em personalização da marca em política, falamos de humanização de campanha e de sinceridade na transmissão da mensagem. Talvez a repulsa que gera no eleitorado a atitude de um candidato que não costuma cumprimentar o porteiro, mas em época de campanha abraça moradores de rua diante das câmeras seja um bom exemplo disso.

Tanto nos negócios quanto na política, as pessoas cada vez mais tem desconfiado de tudo e de todos, e certamente irão valorizar candidatos autênticos que não sejam fantoches publicitários, mas que construam imagens sinceras e verdadeiras, com compromisso e conexões genuínas  com seu eleitorado.

Lembre-se de que, nos negócios, a experiência de um produto ou serviço é no dia a dia, fazendo uso dele. Já na política, a experiência do eleitor é no dia a dia de atuação do candidato, mesmo que ainda não eleito. Um bom trabalho de Branding durante a campanha política é fundamental, mas a comunicação dirigida ao público deve ser autêntica e sustentar a essência da “marca” do candidato.

Tento sempre em mente essas dicas, e certamente os resultados da sua campanha virão de forma muito mais efetiva e irão gerar conexão e fidelização por parte do seu eleitorado. Mãos à obra e boa sorte!

Você sabia?

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